Já tive varios blogs, já amei, e já odiei escrever, porque escrever de certa forma sempre acaba me deixando muito exposta, e apesar de todo meu egocentrismo caracteristico, e de toda minha postura “to-nem-ai” – quem me conhece sabe - exposição sempre me encomoda e sempre me encomodou. Porque um blog então? Tá maluca? Devo estar ou sempre fui, a questão é que no momento sinto a necessidade de me expor , só um pouquinho ou quem sabe um “bastantão”, sinto isso porque em todo esse meu esconde-esconde, alguns deixaram de me conhecer , e ALOU eu quero que me conheçam! Cansei de ter só o “pessoal de casa” pra me conhecer, e vou usar um clichê de forma sincera, cansei de gente falando sem me conhecer, e grande parte disso é culpa minha, eu não deixo ora. Me escondo.
O esconde-esconde acabou, quero brincar de outra coisa, e o convite pra brincar comigo ta feito, quem quiser é só chegar. Tem gente que vai se decepcionar, tem gente que pode gostar, tem gente que vai me odiar e me achar ridicula, ainda bem, ninguém é obrigado a me achar sensacional, exceto a minha mãe hahaha.
Explicado o porque do over ghosts, preciso explicar o porque desse nome, dedico parte do meu auto conhecimento a fantasmas, pessoas que passaram na minha vida e de certa forma sumiram dela, por escolha minha ou das pessoas. Alguns de forma feliz e outros de forma triste. Já que é pra me conhecer, preciso contar desses fantasmas. Peço que não se assustem com a minha sinceridade, as vezes ela me ajuda muito ou me atrapalha pra caramba, mas eu e o “pessoal aqui de casa” já estamos acostumados.
Vou começar contando de um fantasma bem irritante, conheci esse fantasma em uma noite embreagada por aí, como ele parecia legal, achei ele bonitão, apesar de todas as minhas amigas terem achado ele feio no dia seguinte quando olhamos o orkut (hoje em dia elas acham ele ainda mais feio e bobo). Fui sair com a pessoa em uma outra ocasião, quando encontrei com ele pensei, “puta que pariu, é alto pra caralho” – eu falo e penso muitos palavrões – E eu no auge do meu 1,57 de altura, relevei, na época eu tava numa disposição tremenda pro amor, to usando disposição pra não dizer desespero, eu queria MUITO conhecer alguém legal, queria tanto que acho que forcei a barra pra achar ele legal e compativel com o meu tamanho. Conversamos bastante, a primeira vista eu achei ele super timido,e indefeso, toda hora se desculpando, quando chegamos em um assunto que eu entendia mais que ele, ele se irritou,”ok inteligentão, fico fazendo a burra por enquanto” – alerta numero 1 de douchebag – e fiz a burra por muito tempo, durante esse tempo deu super certo, enquanto eu não era eu , foi super legal. Conforme eu ia deixando de me esconder e parando de fazer a burrolina, a insegurança dele seguida de uma extrema arrogância e de grosseria foram surgindo, acho que de certa forma eu feri o ego dele quando ele de fato me conheceu. Eu era super sociavel, ele não, eu era engraçada, ele não, e apesar de eu ser muito mau humorada ele conseguia me ganhar. E isso é uma coisa engraçada desse fantasma, hoje em dia ele é super amigavel e festeiro. Mas eu tinha um problema nessa época, e já falei dele, eu queria MUITO achar alguém legal, ele falava mal das minhas amigas, e sem fazer a minima questão de conhecer elas, e eu no grande esforço pra não ficar “sozinha” acabava ignorando as coisas que elas me diziam sobre ele, que ele era grosseiro, feio, arrogante. Já culpei muito esse fantasma e já falei mal dele pra caramba, dizendo que ele era sinico, falso e mentiroso, talvez seja, eu nunca o conheci de fato pq na época eu tava ocupada demais conhecendo só a metade. Esse fantasma me ajudou muito nesse sentido, e isso não acontece só comigo, canso de ouvir historia parecida por aí, as vezes a gente se desespera nessa coisa de ficar sozinho, mas não adianta tentar fechar a panela com uma tampa menor ou maior, não encaixa, não adianta tentar, não adianta fazer a cega, porque ficar tentando dói, esse tentar cria ilusão. A gente só se desilude se um dia criou uma ilusão, foi isso que aconteceu comigo nesse caso, criei a ilusão de uma pessoa legal, timida e insegura, como se ele precisasse de mim. Ele nunca precisou,e não precisa por isso é um fantasma, ele era muito seguro e nada timido, distorcer as caracteriscas dele foi só a melhor forma que encontrei pra disfarçar a grosseria e a arrogância.
Hoje em dia não me iludo mais, se eu não gosto caio fora, por mais que eu não queira ficar sozinha, me ajuda a não perder tempo, e isso serve pra amigos/as, serve pra trabalho ou pra qualquer outra coisa, me esforço muito pra não me sabotar, porque lá no fundo a gente sabe quando cria uma ilusão, fica aquela “pitadinha” de insegurança, aquele “será”. Muito obrigada fantasminha.