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Solteirona aos 21

Meu grupo de amigos do colégio se resume a casais com 5 anos de namoro, e aos amigos que já eram mais velhos na época de colégio e portanto hoje beiram os 30, e frequentam baladão sertanejo. Toda vez que me encontro com esses meus amigos sinto como se eu tivesse parado no tempo, e como isso me faz mal, me faz repensar o que é certo e o que é errado. Me pergunto se eu deveria ter continuado um namoro que comecei aos 16 anos, e hoje já teria, assim como eles, completado 5 anos de namoro, com uma pessoa que hoje em dia eu nem olharia na rua (nada pessoal, mas os gostos mudam em 5 anos).  Talvez hoje eu pudesse entender porque eu ando causando o efeito solteirona nos nossos churrascos.

Contar as minhas festas, e coisas que faço com outros amigos, é como se o mesmo pensamento refletisse no rosto de cada um deles, “coitada da carol, se acabou na vida”, quando faço piadas do tipo “aquele cara é um gato”, é pior ainda. Consegui a façanha de ser solteirona aos 21 anos. Saio de lá com vontade de ligar pro primeiro qualquer coisa que eu tenha por aí, e oferecer casa,comida e roupa lavada, ao menos pra ele me acompanhar nas churrascadas. Mas não sou louca de dividir uma boa carne com qualquer um.

Acho maravilhoso que todos tenham encontrado o amor de sua vida, to aqui na procura também, mas eu sinceramente espero não ficar assim, tão chata e moralista. Amo demais cada um desses meus amigos, amo cada traço da personalidade deles, fico feliz com todas as conquistas, mas me dêem um tempo, eu não estou errada, eu só não casei aos 16.

Ando com mulheres acima de 40, diariamente que fazem as mesmas festas que eu. Mas elas tem 40, e eu não as critico, o que fazer se os homens, sejam jovens ou velhos, andam desinteressantes? E olha, as acho bem divertidas, independentes, e sem medo algum de viver a vida. Me pergunto se meu estado civil continuará assim, tão parado, e resistente as modificaçãos até os meus 40. Se continuar, espero ter uma solteirona de 21 pra andar comigo.

Sinceramente, do jeito que a coisa anda, to topando ser solteirona até lá. Estou achando que vale mais a pena do que ter como única diversão na vida, sair pra comprar uma gravata pra ele que combine com meu vestido. Prefiro um sapato.

E se eu morresse amanhã?

Não sei, eu disse, devolvi a pergunta, eu sentiria tua falta. No fundo a resposta não importa.

O que importa é que eu gosto e eu não sei dizer porque. Gosto das roupas sujas jogadas no chão, mesmo que não me pertençam, gosto do jeito que olha, quando eu finjo que não estou olhando. Eu realmente não me importo com as roupas, com o significado delas no chão. Um gole de cerveja pra amenizar o que talvez não me interesse mais daqui a um mês.

Um beijo, de quem realmente estava aqui por ti. Bonita a mensagem, mas infelizmente eu continuo com a mania de estar por quem não vai estar por mim.

E se eu morresse amanhà, que diferença faria a roupa?

 

Sou inha.

Sou baixinha, bonitinha, engraçadinha, inteligentinha, interessantezinha,malvadinha,brabinha. Cansei. Cansei de ser inha, não me sinto inha, não me acho inha. Cansei do escanteio, do mais ou menos, de ter que me conformar com o morno, cansei! a meses vivo o morno, não só UM morno, vários mornos. Sejam quentes ou frios, brancos ou pretos, não sejam inhos comigo. De inhos e inhas eu estou farta.

Me pergunto porque me coloco nessa situação, e me pergunto se só eu faço isso, será que todos nos conformamos com inhos e inhas por aí?

Queria alguém que me achasse ÃO, e queria achar alguém ÃO.

Nova Ten-dên-cia

Alou meninas! TREND ALERT!

é a nova moda entre os homens, o “insight” de término de relacionamento.

Já aconteceu comigo duas vezes e em menos de 1 semana já ouvi 3 historias MUITO parecidas. O termino “insight” – adorei o termo, quem usou foi um dos usuarios da “técnica” – é aquele que a gente nunca entende e talvez nunca vá entender, eu por experiência própria ainda não entendi, e por mais que eu compartilhe parece que ninguém entende, ao menos não sou tão maluca, estou dentro do senso comum nesse caso. O “insight” não é nada sútil, nada carinhoso , e pra usar um excelente termo, peço desculpas pela falta de vocabulário decente, mas é muito PAU-NO-CU com hífen ou sem, de trás pra frente, é a melhor definição que encontro. Ele vai dormir te amando e em um intervalo de 8 horas, acorda querendo se livrar de ti, em um dia tudo é lindo, e no outro colega tu tá com uma baita marca de sapato na bunda. O principal alerta douchebag pro insight é quando tu amada amiga, no auge do teu amor e carinho, resolve ligar e a pessoa que sempre te atendia numa boa, passa a nao atender, nao uma, nao duas, nao três vezes,  o que já nos deixa com MIL minhocas na cabeça.

DICA PARA HOMENS ADEPTOS DO INSIGHT: Se você já teve seu maravilhoso insight do desamor, não atender o telefone só complica as coisas, mais ou menos na 3ª ligação sem resposta, nós mulheres geralmente já pensamos milhões de coisas diferentes, inclusive que vocês podem ter se engasgado durante o almoço e terem tido uma morte fulminante. Não custa nada atender a primeira ligação, a dor do pé na bunda, a raiva, e a mágoa, em relação a este “insight” vão continuar iguais entre a primeira e a terceira ligação, digo, provavelmente a irritação só vai aumentar ao longo das ligações sem resposta. Resumindo: Atendam a porcaria do telefone.

Milhões de tentativas de comunicação depois, o segundo alerta douchebag, chega a ser ridiculo, eu não sei o que acontece com os homens , eles conseguem tomar uma decisão da noite pro dia, baseadas geralmente em nada, e não conseguem montar uma sentença que faça sentindo?! Já aconteceu comigo de conversarem normalmente e eu ficar pensando “que idiota eu me preocupando e não era nada de mais” , e la pelo fim da conversa surge o “precisamos conversar” WTF? qual a dificuladade de dizer logo de cara quando eu já tinha me preparado emocionalmente pra uma coisa ruim, depois de horas sem retorno de ligação? Eis que,  finalmente, eles conseguem nos dar um pé na bunda, sem nenhuma explicação plausivel, e claro, acompanhado do famoso “não sei o que aconteceu, só nao quero mais” assim… eu também não sei o que aconteceu, e eu não sou prato de feijão pra ti não querer mais.

O insight traz  com ele sentimentos peculiares, fora a raiva , e dependendo do tempo e da intensidade da relação, a tristeza, com o tempo o sentimento é de alivio, graças a deus, já foi tarde, eu não gostaria mesmo de estar com uma pessoa que muda de ideia tão rápido, ainda mais sobre seus sentimentos.

Infelizmente a gente nunca sabe quem usará o “insight”, já que ele é tão inesperado, e não dá aviso nenhum de que vá acontecer. Então fica a dica,  não deixa o bofe dormir, vai saber o que ele vai acordar pensando na manhã seguinte? hahahahahaa, brincadeiras a parte, fica a esperança de que essa tendência assim como os crocs caiam por terra deixando espaço pra um pouquinho de “simancol”, não tem nada pior do que se sentir ridicula por um dia ter dado carinho pra alguém que descarta o valor disso da noite pro dia, os homens que talvez não estejam concordando que me desculpem,mas  o que nos resta do insight é essa ideia de ser descartada mesmo. Então meninos, se é pra fazer uso do insight pensem em alguma explicação plausivel, nem que seja pra dizer “ontem no almoço tinha um pedaço de alface no teu dente, desapaixonei”, é melhor do que “não quero mais e não sei porque” , é mais facil pra gente comprar um fio dental, do que entrar no super mercado e não saber pra onde ir.

Over Ghosts

Já tive varios blogs, já amei, e já odiei escrever, porque escrever de certa forma sempre acaba me deixando muito exposta,  e apesar de todo meu egocentrismo caracteristico, e de toda minha postura “to-nem-ai” – quem me conhece sabe –  exposição sempre me encomoda e sempre me encomodou. Porque um blog então? Tá maluca? Devo estar ou sempre fui, a questão é que no momento sinto a necessidade de me expor , só um pouquinho ou quem sabe um “bastantão”, sinto isso porque em todo esse meu esconde-esconde, alguns deixaram de me conhecer , e ALOU eu quero que me conheçam! Cansei de ter só o “pessoal de casa” pra me conhecer, e vou usar um clichê de forma sincera, cansei de gente falando sem me conhecer, e grande parte disso é culpa minha, eu não deixo ora. Me escondo.

O esconde-esconde acabou, quero brincar de outra coisa, e o convite pra brincar comigo ta feito, quem quiser é só chegar. Tem gente que vai se decepcionar, tem gente que pode gostar, tem gente que vai me odiar e me achar ridicula, ainda bem, ninguém é obrigado a me achar sensacional, exceto a minha mãe hahaha.

Explicado o porque do over ghosts, preciso explicar o porque desse nome, dedico parte do meu auto conhecimento a fantasmas, pessoas que passaram na minha vida e de certa forma sumiram dela, por escolha minha ou das pessoas. Alguns de forma feliz e outros de forma triste.  Já que é pra me conhecer, preciso contar desses fantasmas. Peço que não se assustem com a minha sinceridade, as vezes ela me ajuda muito ou me atrapalha pra caramba, mas eu e o “pessoal aqui de casa” já estamos acostumados.

Vou começar contando de um fantasma bem irritante,  conheci esse fantasma em uma noite embreagada por aí, como ele parecia legal, achei ele bonitão, apesar de todas as minhas amigas terem achado ele feio no dia seguinte quando olhamos o orkut (hoje em dia elas acham ele ainda mais feio e bobo). Fui sair com a pessoa em uma outra ocasião, quando encontrei com ele pensei, “puta que pariu, é alto pra caralho” – eu falo e penso muitos palavrões – E eu no auge do meu 1,57 de altura, relevei, na época eu tava numa disposição tremenda pro amor, to usando disposição pra não dizer desespero, eu queria MUITO conhecer alguém legal, queria tanto que acho que forcei a barra pra achar ele legal e compativel com o meu tamanho. Conversamos bastante, a primeira vista eu achei ele  super timido,e indefeso, toda hora se desculpando, quando chegamos em um assunto que eu entendia mais que ele, ele se irritou,”ok inteligentão, fico fazendo a burra por enquanto” – alerta numero 1 de douchebag – e fiz a burra por muito tempo, durante esse tempo deu super certo, enquanto eu não era eu , foi super legal.  Conforme eu ia deixando de me esconder e parando de fazer a burrolina, a insegurança dele seguida de uma extrema arrogância e de grosseria foram surgindo, acho que de certa forma eu feri o ego dele quando ele de fato me conheceu. Eu era super sociavel, ele não, eu era engraçada, ele não, e apesar de eu ser muito mau humorada ele conseguia me ganhar. E isso é uma coisa engraçada desse fantasma, hoje em dia ele é super amigavel e festeiro.  Mas eu tinha um problema nessa época, e já falei dele, eu queria MUITO achar alguém legal, ele falava mal das minhas amigas, e sem fazer a minima questão de conhecer elas, e eu no grande esforço pra não ficar “sozinha” acabava ignorando as coisas que elas me diziam sobre ele, que ele era grosseiro, feio, arrogante.  Já culpei muito esse fantasma e já falei mal dele pra caramba, dizendo que ele era sinico, falso e mentiroso, talvez seja, eu nunca o conheci de fato pq na época eu tava ocupada demais conhecendo só a metade. Esse fantasma me ajudou muito nesse sentido, e isso não acontece só comigo, canso de ouvir historia parecida por aí, as vezes a gente se desespera nessa coisa de ficar sozinho, mas não adianta tentar fechar a panela com uma tampa menor ou maior, não encaixa, não adianta tentar, não adianta fazer a cega, porque ficar tentando dói, esse tentar cria ilusão. A gente só se desilude se um dia criou uma ilusão, foi isso que aconteceu comigo nesse caso, criei a ilusão de uma pessoa legal, timida e insegura, como se ele precisasse de mim. Ele nunca precisou,e não precisa por isso é um fantasma, ele era muito seguro e nada timido, distorcer as caracteriscas dele  foi  só a melhor forma que encontrei pra disfarçar a grosseria e a arrogância.

Hoje em dia não me iludo mais, se eu não gosto caio fora, por mais que eu não queira ficar sozinha, me ajuda a não perder tempo, e isso serve pra amigos/as, serve pra trabalho ou pra qualquer outra coisa, me esforço muito pra não me sabotar, porque lá no fundo a gente sabe quando cria uma ilusão, fica aquela “pitadinha” de insegurança, aquele “será”.  Muito obrigada fantasminha.

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